07 setembro 2016

Pasto para novos bichos



Em 2001 isto era pasto de gado. Hoje continua pasto, só mudaram os pastores e o gado foi substituído por mamangava, abelha, mosca, vespa, tatu, taturana, quati, graxaim, serelepe, saíra, tecelão, serpente, aranha... é tanto bicho!

O Coqueiro-jerivá do primeiro plano ainda não sabe o que é flor mesmo com seus metros e tantos de altura e o Xaxim-bugio, sapecado pela última geada, bota verde no meio da coroa queimada.

Tem Pitanga, Chapéu-de-couro e Gunnera bebendo da fossa. Atrás, vem Bracaatinga, Bambú, Vassoura, Pau-d'água e Araucária. E tem Plátano, desde que era só a sombra no pasto e agora vira lenha, ninho de Pica-pau, Arapaçu e passarela de ouriço. Tudo junto, aqui e agora.

Abrir a janela de manhã sempre é uma aventura. Pode-se topar com um jovem Bugio esfregando-se no Cedro a fazer careta para a tua câmera, surpreender-se com o céu anil, a lua enorme, o sol poente, Gavião-de-penacho, Surucuá ou Jaguatirica ao meio-dia.

Há cromoterapia, sim, com excesso de verde, já nos disseram... e os tons? Já reparou quantos tons de verde? O vermelho explode no Mulungu e ainda tem amarelo, roxo, lilás, carmim, púrpura...

Agora que tudo virou sombra e água fresca, da qual nos orgulhamos ser produtores, a Reserva deixa-se escorrer para o Vale do Itajaí e por tabela alimenta os rios Tijucas, Tubarão e Cubatão com a água da Serra da Boa Vista.

Em 2001 isto era pasto...

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