11 janeiro 2013

Alter do Chão: quarta Roda de Passarinho da Expedição Amazonia


Annelyse sente a presença dos alados soltos no playback. Foto: Gabriela Giovanka


Os alunos da Escola Indígena de Alter do Chão - o Caribe brasileiro no Rio Tapajós - concentraram-se um bocado para identificar as aves que soltamos em nosso gravadorzinho. Até a Annelyse, mentora da quarta Roda de Passarinho, fechou os olhos para ouvir melhor e sentir sua presença. 
Além das vozes da Floresta Atlântica e do Pantanal, gravamos o Uirapuru e o Capitão-da-mata, que deixaram as crianças eufóricas, por saberem que habitam o interior da Floresta Amazônica.
Nosso contato com Alter do Chão começou pela internet,  através do Wikiaves onde conhecemos Edson Lopes e sua esposa Annelyse, que nos receberam em sua casa no maior bom astral. Juntos fomos até a Ilha de Alter do Chão e até a Floresta Nacional do Tapajós, de onde fotografamos novas aves que estarão nas próximas Rodas de Passarinho e no futuro Poster de Aves da Amazônia.
Com o apoio do Edson embarcamos a Toyota num ferryboat de Santarém a Manaus e numa viagem fabulosa de três dias pelo Rio Amazonas, o Maranhão ou Paraná dos antigos navegadores, comparado a um mar de água doce pelo Padre Antonio Vieira, em 1657.
Em Presidente Figueiredo, guiados pelo Gadelha, tivemos o grande prazer de presenciar o ritual de acasalamento do Galo-da-serra (Rupicola rupicola). Seguimos até a Caverna Maroaga e encontramos o Capitão-da-mata (Lipaugus vociferans) e uma fêmea do Rupicola, escondida em seu ninho.
No caminho até o Viruá - nosso destino em Roraima - vimos muitos bichos, paisagens e fizemos algumas paradas estratégicas, uma delas para conhecer a história e arte dos índios Waimiri Atroari. Foi então que adquirimos um tal de pião de tucumã que fez o maior suceso dali em diante e chegou até as mãos dos índios Suruí, em Rondônia. 
Mas, assim, já vamos a caminho de uma outra história! Então, curta algumas fotos até aqui.

Renato mostra os posters doados para a Escola de Alter do Chão. Foto: Gabriela Giovanka

Flauta de bambu: o som que vem da floresta. Foto: Gabriela Giovanka

O gravador eleva a atenção para os sons. Foto: Gabriela Giovanka

No troca-troca das aves, buscar semelhanças com a pessoa é a brincadeira. Foto: Gabriela Giovanka

Levam para casa um pouco da experiência da Roda. Foto: Renato Rizzaro

Gostei mesmo foi deste João-pinto, disse o menino. Foto: Renato Rizzaro

Descobrindo semelhanças entre gente e ave. Foto: Renato Rizzaro

Arquitetura da Escola em Alter do Chão: deliciosa nos detalhes. Foto: Renato Rizzaro

Que vontade de estudar nesta Escola! Foto: Renato Rizzaro
Edson, Annelyse e Gabriela na Flona Tapajós. Foto: Renato Rizzaro
Banho de ladrão de caixa dágua no quintal de nossos anfitriões. Foto: Renato Rizzaro
Refrescando-se no igarapé em Alter do Chão. Foto: Renato Rizzaro

Chegamos uns dias após a grande festa do Sairé: arte na rua. Foto: Renato Rizzaro
A Ilha do Amor, em Alter do Chão. Ilha? Não, istmo. Foto: Renato Rizzaro
Araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus). Foto: Renato Rizzaro
Sagui-branco (Mico argentatus) espécie endêmica da Amazônia. Ocorre na foz do rio Tocantins a leste a entre os rios Tapajós e Cuparí a oeste até o rio Curuá ao sul. Fonte: Wikipedia - Foto: Renato Rizzaro
Aguardando embarque no ferryboat em Santarém, com destino a Manaus. Foto: Renato Rizzaro
Ribeirinho do grande rio Amazonas. Foto: Renato Rizzaro
Na beira do Amazonas lava-se e olha-se tudo. Foto: Renato Rizzaro
Texturas, cores e proporções do "mar" Amazonas. Foto: Renato Rizzaro
Na onda da criançada à bordo. Foto: Renato Rizzaro
Manaus: caos à beira rio. Foto: Renato Rizzaro
Desembarque da Tokynha após um dia e uma noite de espera. Descarrregar o barco para ter como sair foi uma novidade que não nos contaram em Santarém. Estávamos a mais de dois metros abaixo do nível da rampa! Foto: Gabriela Giovanka
Vigilante do Porto de Manaus adora passarinho e ganha poster. Foto: Renato Rizzaro
Waimiri Atroari: História, livros, música e arte. Foto: Renato Rizzaro
Semente de Tucumã, fibra vegetal e madeirinhas, eis um pião-cantor Waimiri Atroari. Foto: Renato Rizzaro

No capricho, raspa-se o Tucumã numa pedra e depois na madeira, até brilhar. Também faz-se colares, anéis, puseiras... Foto: Renato Rizzaro
Perigo na estrada! Gadelha ajuda preguiça atravessar BR em Figueiredo. Foto: Renato Rizzaro

Preguiça (Bradypus tridactylus) na maior felicidade após o salvamento. Foto: Renato Rizzaro
Gadelha, nosso guia em Figueiredo. Sangue bom! Foto: Gabriela Giovanka
Galo-da-Serra (Rupicola Rupicola) em seu habitat, a floresta fechada. Foto: Renato Rizzaro
Igarapé do Mutum, próximo às arenas dos Galos-da-serra. Foto: Renato Rizzaro
Gabriela encantada com as texturas do igarapé do Mutum. Foto: Renato Rizzaro 
Abrigada na Caverna Maroaga, a fêmea do Galo-da-serra. Foto: Renato Rizzaro

Cenário cinematográfico no interior da Caverna Maroaga. Foto: Renato Rizzaro

Lagoa na boca da Caverna Maroaga. Foto: Renato Rizzaro

As proporções são inacreditáveis na Caverna Maroaga. Foto: Renato Rizzaro

7 comentários:

Anne disse...

Belas fotos Renato. Um diário fotográfico. Abraços.

Renato Rizzaro disse...

Muito bacana o trabalho de vocês (como sempre). Nosso país precisa de mais gente com essa energia e disposição ( e muito amor pelas pessoas e pela Vida)! É com pessoas e valores assim, que tenho esperança de que iremos construir uma sociedade cada vez melhor neste século XXI.

Um forte abraço,

Carlos H. Bernardes
Domingos Martins-ES (via email)

Renato Rizzaro disse...

Caro colega;

Seu trabalho esta maravilho, como dizem os manés " DAS UM BANHO "
Renato, feliz 2013 e muita felcidade para voce e toda família.
Forte abraço.
Godinho (via email)

Evaldo Césari disse...

Feliz ano Novo Renato e Gabriela!

Lindo e emocionante trabalho, com ótimas fotografias que captam não só a beleza plástica, mas também a sensibilidade e emoção do momento da captura.

Um grande abraço,
Evaldo Cesári

José Vitor Rodrigues disse...

ALÔU ALÔU OPERAÇÃO XINGÚ! INACREDITÁVEL! NEKREDEBLE!!! MUITOS PARABÉNS. SAUDADES DE VOCÊS. VEJO QUE O MATERIAL DÁ MAIS DE UM LIVRO: VÁRIOS!! E A EXPERIÊNCIA, ESTÁ SEM DÚVIDA INCOMENSURÁVEL. AGENDEM AÍ UMA OFICINA PARA CONTAR TODA A HISTÓRIA NO CEAFIS, PARA A NOSSA GURIZADA E PARA TODOS NÓS.
ABRAÇOS!!!
ĈIRKAŬBRAKOJ
ZÉ VITOR

Sergio Araujo de Souza disse...

Belíssima reportagem. Parabéns pelo trabalho.

Renato Rizzaro disse...

Ficamos imensamente felizes pelas palavras de incentivo ao nosso trabalho durante a Expedição Amazônia. Pretendemos continuar por outros biomas e levar estas belezas junto com a gente.
Estamos convencidos de que o Brasil não conhece o Brasil e faremos o possível para levar a todos os cantinhos do país a riqueza que temos em nossas mãos e que muitos nem imaginam.
Só se ama o que se conhece, não é mesmo?
Abração a todos de Renato e Gabriela.